Os ex-gestores foram alvo de operação que investiga um esquema criminoso de fraudes em processos licitatórios e falsidade ideológica praticados entre 2012 e 2016

O Ministério Público do Estado de Goiás e a Polícia Civil deflagaram, na manhã desta quarta-feira (24/7), operação que investiga um esquema criminoso de fraudes em processos licitatórios e falsidade ideológica praticados entre 2012 e 2016, em Formosa.
Na ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa de dirigente de uma empresa de reciclagem, além do bloqueio de mais de R$ 22 milhões, somados, de dois ex-prefeitos de Formosa (GO) e três ex-secretários de administração. Todos se tornaram réus em ação penal com denúncia criminal recebida na última terça-feira (23/7) pelo juiz Fernando Oliveira Samuel, da Segunda Vara de Formosa.
Investigações do MPGO revelaram que o município fechou, durante os cinco anos, contratos milionários com dispensa indevida de licitação com a Cooperativa Recicla. O objetivo seria a contratação de pessoas de baixa renda para trabalhar como catadores de recicláveis no lixão da cidade.
As investigações apontaram ainda que os denunciados fecharam mais de mil contratos com pessoas obrigadas a criar Micro Empresas Individuais para prestação de serviços próprios de funcionários públicos em secretarias municipais, hospitais, escolas, UPA delegacia, horta comunitária, entre outros.
Caso sejam condenados, os suspeitos podem pegar penas que ultrapassam 10 anos de reclusão. Em função das ilegalidades praticadas pelos denunciados, o município de Formosa já foi condenado pela justiça do trabalho a pagar mais de R$ 2 milhões de verbas trabalhistas.